Faz esta noite/madrugada precisamente três anos que me apaixonei perdidamente.
Não posso dizer que foi amor à primeira vista, porque as circunstâncias não o permitiram.
Muito menos que o momento tenha correspondido à minha visão romântica de como seria.
Não houve lágrimas, nem sorrisos, nem beijos... apenas um longo suspiro por ter acontecido, depois de tantos meses de espera, de angustia e de desejo.
Nem tão pouco a tua imagem era como eu imaginava, vezes sem conta, a dormir e até mesmo acordada, numa ânsia de expectativa de como seria a tua boca, o teu nariz, os teus olhos.
Mas foi, sem dúvida, um momento único; uma mera fracção de segundos em que o universo parou e da escuridão se fez luz, uma imensa luz que não mais parou de iluminar o meu caminho.
Tremi, mais do que imaginei ser possível um corpo humano tremer, e temi... sabia que daquele momento em diante tudo seria diferente. Mas não sabia se estaria à altura.
Foi nesta noite distante de Inverno, tão escura e fria quanto a de hoje, que o meu Natal passou a ser 3 dias mais cedo... para sempre.

Nasceste, filha, e eu renasci...